sexta-feira, 6 de agosto de 2021

 

Viver ou postar, eis a questão?


Com este trocadilho, shakespeariano, associando ao principio da sociedade espetáculo, discorre as próximas linhas, questionamentos sobre se estamos vivendo da forma como queremos ou se estamos construindo fantasias de vida em cima de likes, dos melhores ângulos.

Tendo como ponto de partida uma sociedade que está sendo vivenciada com base em um sem numero de redes sociais, onde as relações virtuais acabam por sufocar relações pessoais no mesmo momento em que cria a falsa sensação de inúmeras relações e interações devido ao contato e encurtamento de espaço no meio virtual.

Nesse viés, observa-se que a indústria da cibercultura tem tomado o lugar da vida real no convívio social dos seres humanos, essa troca de vivencia se torna visível no momento em que as pessoas inseridas nesse meio de vivencia social geram sua vida em torno da quantidade de likes que a sua comunidade virtual gera, o close do lugar, alimento, roupa a criação de relacionamentos que geram comentário ou likes; independente se aquele sugar ou relacionamento faz com que a pessoa se sinta feliz, por muitas vezes os criadores de conteúdo digital, nem chega a conhecer direito ou desfrutar o mundo ao redor, de tão focado que está na quantidade de likes do último post bem como dos comentários.

Portanto, a sociedade vive em paralelo com a realidade de fato, uma ilusão onde as relações se tornam distantes, fazendo com que o convívio com as pessoas de forma presencial não seja necessário ou atrativo e a vida se torne apenas um show de especulações e distrações sem profundidade.

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