Novo Século, Problemas e conflitos.
Em seu livro" Rumo ao milênio In: Era dos extremos: o breve século XX (1914-1991)" Hobsbawn, Enfatiza os grandes acontecimentos que mudaram o curso da história humana, como as duas grandes guerras que ocorreram de 1914 a 1918 a primeira e a segunda que ocorreu de 1939 a 1945, a revolução russa de 1917, chamada revolução de outubro, período que foi marcado pela ruptura da então Rússia comandada pelos czares (agrária), para se formar a união soviética URSS; que após o termino da segunda grande guerra acentuou-se a tensão chamada de guerra fria, devido ao receio de uma terceira grande guerra, devido a bipolaridade e acirrada disputa entre Os estados unidos da américa EUA x URSS- antiga união soviética (capitalismo x socialismo), ressaltando a grande guerra de interesses mundiais, conflitos étnicos, comunismo, narcisismo, o holocausto ocorrido na Alemanha protagonizado por Hitler e seus seguidores, inúmeras catástrofes e crises que fez com que este século XX, fosse extremo, em âmbito generalizado foram somente processos políticos, econômico e social. Causando transformações e impactos perante a sociedade. O autor discorre no corpo do texto a sua opinião sobre o" breve século", como se torna explicito a seguir:
"Contudo, tornara-se cada vez mais claro na última metade do Breve Século XX que o primeiro Mundo podia vencer batalhas, mas não guerras contra o Terceiro Mundo, ou antes, que a vitória em guerras, mesmo se possível, não assegurava o controle de tais territórios."Eric Hobsbawn. (1914-1991). (pag.430)
No entanto, vive-se em um dilema, de uma era caracterizada por um período de incertezas e inseguranças, seja ela emocional ou profissional, coisas corriqueiras do cotidiano, uma vez que por líquido e certo o único contrato que se cumpre é aquele que assinamos no momento em que assumimos o papel de tornarmos um ser vivente, ao encontrar o único mal irremediável como descreveu de forma graciosa Ariano Suassuna em seu clássico O auto da compadecida, “Porque tudo que é vivo, um dia morre”. Torna-se possível a compreensão de vivermos em uma constância de crises em contexto regional, nacional até atingirmos o nível global; ainda que essas dificuldades sejam transpostas com maior facilidade nos dias atuais, interesses escusos e ações com intuito de detenção de poder e burocracias desnecessárias constroem barreiras na solução de situações que poderiam ser mais simplificadas. O novo século, bem como o anterior, nasceu com um enorme número de questões causais e acontecimentos que construíram cicatrizes nas linhas do tempo, como o ataque realizado pelo grupo terrorista, liderado por Osama Bin Laden, Al-Qaeda em 11 de setembro de 2001, a invasão do território do Iraque pelo então governo norte americano, presidido por George W. Bush, dizendo-se ser guerra contra o terrorismo, no entanto com interesses escusos em busca do ouro negro, produzido em larga escala por aqueles países em 2003 e a serie de desventuras que ocorreram posteriormente. Neste Interim, O brasil chega a 1/3 deste século com grandes conflitos, internos e provocando alguns problemas externos, exigindo um esforço enorme de diplomacia para solucionar, que estão arrolados a política, economia, educação e principalmente saúde que se tornou mais evidente no momento pandêmico da atual crise sanitária, expondo as mazelas em quase todos os níveis. Contudo, o capitalismo “selvagem” permanece como protagonista, mesmo quando as dificuldades enveredam por outro caminho aumentando as causas, conflitos e expondo os abismos sociais construídos por uma sociedade patriarcalista.
Nesse viés, algumas perguntas pertinentes se formam, construindo um looping acompanhado dos “e se”: E se a sociedade não fosse capitalista, oque seria, como seria essa sociedade sem o capitalismo? Como seria o capitalismo sem uma sociedade extremamente consumista, qual a possibilidade de vivermos sem consumir as novidades e lançamentos -a moda-? O mundo evoluiria sem isso? Os avanços tecnológicos, muitos deles criados para atuação em guerras e melhoria de comunicação em campos militares, médicos e áreas afins, o mundo evoluiria melhor? Não conseguiríamos saber precisamente, as maquinas estão tão enraizadas nas entranhas do ser humano que atualmente é impossível pensar a vida sem esses equipamentos para a simples sobrevivência, associado a construção de que o consumismo, trabalho para consumir, é forma de causa existencial.
Nesse seguimento a sociedade esta presa em um ciclo vicioso de consumo, deixando a maior parte da população presa na corrida da boneca de piche, acreditando cegamente que estamos em processo evolutivo. Eric Hobsbawm, em sua breve reflexão do século passado disse que o século passado não findou em condições de iniciar um novo século com grandes expectativas, levando-nos a acreditar que estamos passando pelo processo de guerras como a noite passa por nossas cabeças, ou mergulhados no rio da noite como no mito egípcio em que rá se retira da terra, dando espaço a khensu e que a noite ainda vai ficar mais escura, fria e sombria antes de o sol voltar a nascer.