sexta-feira, 6 de agosto de 2021

 

O preço da vida


Recentemente essa discussão volta a martelar a estrutura social, em uma pesquisa onde se busca entender o preço de uma vida e dessa forma além de pesquisar informações sobre, tentar entender o porquê desde sempre nós sofremos abusos e os #telapreta só se manifestam quando a morte é na América do norte, mas morrem de medo e nos chama de vagabundo quando tomamos as ruas, fechamos as vias e para não colocar fogo em racistas, colocamos fogo nos pneus.

É possível ser feito uma, enorme, lista das pessoas pretas, crianças principalmente, que perderam a vida nas mãos do despreparo e da truculência, nas mãos de quem deveria servir e proteger bem como foi no “Country”, entretanto essa síndrome de vira-lata não permite que se tomem as ruas e caminhemos em direção aos condomínios burgueses fazendo arder em chamas tudo oque nos oprime.

No entanto partimos aos valores, financeiros, uma vez que os morais aparentemente só se aplicam ao norte dos continentes localizados no ocidente. Desde o começo dessa diáspora, nossos ancestrais foram objetificados e tratados como mercadoria, saindo do seio da mãe África sendo mais valiosos que o mais puro e refinado diamante, os que aqui pisavam, adoecidos e maltratados pela travessia eram desvalorizados em um mercado que visava explorar a força braçal e é seguindo esse viés ideológico que a vida do pequeno Miguel, teve o custo de 20 mil reais.

Somos descendentes de uma sociedade rica, sustentável, carregamos sangue real que diariamente é vendido aos litros, encharcando os asfaltos, esgotos, misturados na lama e não comove a pseudo sociedade burguesa, porque não tem um US no documento de identificação. Gostaria de te perguntar, diretamente, quantos Amarildo não sumiram essa madrugada? Os “seguranças” de uma rede de supermercado na capital baiana, “desapareceram com 2”.

São 14 milhões de desempregados, mais de um ano anormal, sofrendo com essa crise sanitária, beneficio de auxilio emergencial reduzido e enquanto tio e sobrinho, foram assassinados por suposto furto de 4 pacotes de charque, o chefe de estado come carne que custa quase 3 vezes o valor da divida que custou a vida desses jovens. Há 20 anos o grupo face da morte, lançava a musica “mudar o mundo” e um trecho da poesia do Aliado G dizia:

Quero ver a senhora ficar três dias sem comer
Sua barriga vai roncar aí vai ser outro barulho
Que vai te incomodar
Você morre de fome ou vai roubar”

E ai? Quantos dias de fome você consegue ficar? Depois que você refletir sobre isso, me responde quanto vale a vida de duas pessoas com fome, porque os seguranças da rede de supermercados na cidade mais negra do Brasil decidiram que a vida desses jovens valia R$700,00, ou seja meu caro, a vida de cada um desses jovens custou R$350,00.

Agora pensa, se o furto é nas lojas americanas e são dois brancos filhos de burgueses da elite. O Brazil, com Z, para.



 

O cerne da interseccionalidade


Para quem conhece a palavra, já ouviu, estudou sobre tem uma breve noção sobre a teoria interseccional. Teoria cuja qual discorre sobre a sobreposição, de identidades sociais, sistema de opressão ou discriminação.

Avaliando os estudos sobre interseccionalidade, analisando dados é possível que se compreenda o epicentro, com enormes setas expondo todos os dias e sendo relativizado por pessoas, até mesmo, de dentro dos movimentos que são considerados minorias.

Para quem ainda desconhece, esse breve texto busca exemplificar da forma mais simples e sucinta, o cerne da interseccionalidade que caminha de mãos dadas, com o maior genocídio já cometido pelo ser humano e que está em plena atividade, a diáspora negra.

Os movimentos socioculturais, brigam por visibilidade e igualdade, no entanto dentro desses movimentos ocorre a inviabilização das causas do movimento negro, onde acaba se repetindo a estrutura social patriarcal que se estabeleceu com o processo escravagista dos negros e povos originários, seguindo esse viés o aforismo da filosofa Sueli Carneiro se torna uma máxima necessária nos movimentos “entre direita e esquerda, sou negro”.

Seguindo essa linha de estudo, observa-se que no último mês de julho do ano vigente, foi publicado pelo monitor da violência que no brasil, a cada 13 minutos morre uma pessoa negra de forma violenta e intencional informação essa acompanhado de silencio desses movimentos, corroborando com o fato de que mesmo os movimentos refletem atitudes segregacionistas.

Com isso a dissuasão do contexto de interseccionalidade se faz necessário para que a luta de um se torne a luta de todos.



Referência Bibliográfica: https://g1.globo.com/ba/bahia/noticia/2021/07/15/bahia-e-o-2o-estado-com-maior-taxa-de-morte-violenta-intencional-a-cada-100-mil-habitantes-diz-anuario-da-seguranca-publica.ghtml

 

Viver ou postar, eis a questão?


Com este trocadilho, shakespeariano, associando ao principio da sociedade espetáculo, discorre as próximas linhas, questionamentos sobre se estamos vivendo da forma como queremos ou se estamos construindo fantasias de vida em cima de likes, dos melhores ângulos.

Tendo como ponto de partida uma sociedade que está sendo vivenciada com base em um sem numero de redes sociais, onde as relações virtuais acabam por sufocar relações pessoais no mesmo momento em que cria a falsa sensação de inúmeras relações e interações devido ao contato e encurtamento de espaço no meio virtual.

Nesse viés, observa-se que a indústria da cibercultura tem tomado o lugar da vida real no convívio social dos seres humanos, essa troca de vivencia se torna visível no momento em que as pessoas inseridas nesse meio de vivencia social geram sua vida em torno da quantidade de likes que a sua comunidade virtual gera, o close do lugar, alimento, roupa a criação de relacionamentos que geram comentário ou likes; independente se aquele sugar ou relacionamento faz com que a pessoa se sinta feliz, por muitas vezes os criadores de conteúdo digital, nem chega a conhecer direito ou desfrutar o mundo ao redor, de tão focado que está na quantidade de likes do último post bem como dos comentários.

Portanto, a sociedade vive em paralelo com a realidade de fato, uma ilusão onde as relações se tornam distantes, fazendo com que o convívio com as pessoas de forma presencial não seja necessário ou atrativo e a vida se torne apenas um show de especulações e distrações sem profundidade.

sexta-feira, 16 de julho de 2021

 Novo Século, Problemas e conflitos.


Em seu livro" Rumo ao milênio In: Era dos extremos: o breve século XX (1914-1991)" Hobsbawn, Enfatiza os grandes acontecimentos que mudaram o curso da história humana, como as duas grandes guerras que ocorreram de 1914 a 1918 a primeira e  a segunda que ocorreu de 1939 a 1945, a revolução russa de 1917, chamada revolução de outubro, período que foi marcado pela ruptura da então Rússia comandada pelos czares (agrária), para se formar a união soviética URSS; que após o termino da segunda grande guerra acentuou-se a tensão  chamada de guerra fria, devido ao receio de uma terceira grande guerra, devido a bipolaridade e acirrada disputa entre Os estados unidos da américa EUA x URSS- antiga união soviética (capitalismo x socialismo), ressaltando a grande guerra de interesses mundiais, conflitos étnicos, comunismo, narcisismo, o holocausto ocorrido na Alemanha protagonizado por Hitler e seus seguidores, inúmeras catástrofes e crises que fez com que este século XX, fosse extremo, em âmbito generalizado foram somente processos políticos, econômico e social. Causando transformações e impactos perante a sociedade. O autor discorre no corpo do texto a sua opinião sobre o" breve século", como se torna explicito a seguir:


"Contudo, tornara-se cada vez mais claro na última metade do Breve Século XX que o primeiro Mundo podia vencer batalhas, mas não guerras contra o Terceiro Mundo, ou antes, que a vitória em guerras, mesmo se possível, não assegurava o controle de tais territórios."Eric Hobsbawn. (1914-1991). (pag.430)


No entanto, vive-se em um dilema, de uma era caracterizada por um período de incertezas e inseguranças, seja ela emocional ou profissional, coisas corriqueiras do cotidiano, uma vez que por líquido e certo o único contrato que se cumpre é aquele que assinamos no momento em que assumimos o papel de tornarmos um ser vivente, ao encontrar o único mal irremediável como descreveu de forma graciosa Ariano Suassuna em seu clássico O auto da compadecida, “Porque tudo que é vivo, um dia morre”. Torna-se possível a compreensão de vivermos em uma constância de crises em contexto regional, nacional até atingirmos o nível global; ainda que essas dificuldades sejam transpostas com maior facilidade nos dias atuais, interesses escusos e ações com intuito de detenção de poder e burocracias desnecessárias constroem barreiras na solução de situações que poderiam ser mais simplificadas. O novo século, bem como o anterior, nasceu com um enorme número de questões causais e acontecimentos que construíram cicatrizes nas linhas do tempo, como o ataque realizado pelo grupo terrorista, liderado por Osama Bin Laden, Al-Qaeda em 11 de setembro de 2001, a invasão do território do Iraque pelo então governo norte americano, presidido por George W. Bush, dizendo-se ser guerra contra o terrorismo, no entanto com interesses escusos em busca do ouro negro, produzido em larga escala por aqueles países em 2003 e a serie de desventuras que ocorreram posteriormente. Neste Interim, O brasil chega a 1/3 deste século com grandes conflitos, internos e provocando alguns problemas externos, exigindo um esforço enorme de diplomacia para solucionar, que estão arrolados a política, economia, educação e principalmente saúde que se tornou mais evidente no momento pandêmico da atual crise sanitária, expondo as mazelas em quase todos os níveis. Contudo, o capitalismo “selvagem” permanece como protagonista, mesmo quando as dificuldades enveredam por outro caminho aumentando as causas, conflitos e expondo os abismos sociais construídos por uma sociedade patriarcalista.

 Nesse viés, algumas perguntas pertinentes se formam, construindo um looping acompanhado dos “e se”: E se a sociedade não fosse capitalista, oque seria, como seria essa sociedade sem o capitalismo? Como seria o capitalismo sem uma sociedade extremamente consumista, qual a possibilidade de vivermos sem consumir as novidades e lançamentos -a moda-? O mundo evoluiria sem isso? Os avanços tecnológicos, muitos deles criados para atuação em guerras e melhoria de comunicação em campos militares, médicos e áreas afins, o mundo evoluiria melhor? Não conseguiríamos saber precisamente, as maquinas estão tão enraizadas nas entranhas do ser humano que atualmente é impossível pensar a vida sem esses equipamentos para a simples sobrevivência, associado a construção de que o consumismo, trabalho para consumir, é forma de causa existencial. 

Nesse seguimento a sociedade esta presa em um ciclo vicioso de consumo, deixando a maior parte da população presa na corrida da boneca de piche, acreditando cegamente que estamos em processo evolutivo. Eric Hobsbawm, em sua breve reflexão do século passado disse que o século passado não findou em condições de iniciar um novo século com grandes expectativas, levando-nos a acreditar que estamos passando pelo processo de guerras como a noite passa por nossas cabeças, ou mergulhados no rio da noite como no mito egípcio em que rá se retira da terra, dando espaço a khensu e que a noite ainda vai ficar mais escura, fria e sombria antes de o sol voltar a nascer.

terça-feira, 6 de julho de 2021

A desventura de Tântalo.


Acredito que muitos dos que aqui chegam, conhecem de alguma forma o nome ou o mito de tântalo. Meio-sangue Grego filho de Zeus, que foi amaldiçoado pelos Deuses a vagar por toda a eternidade sem conseguir comer e nem beber.

Seguindo a máxima de quê: “De boas intenções o inferno está cheio” e na tragedia grega, o protagonista desse texto encontra-se no Hades, busquei aquela versão da história que as pessoas não costumam refletir sobre que é a versão da história, contada por tântalo e nem conseguem compreender o seu lado, acreditando que houve, estudando os escritos, relativizando a situação e me colocando no lugar do mesmo, tento descrever nestas linhas o entendimento da sua versão do mito, até porque quem sabe apenas um lado da história, conhece somente uma parte da verdade.

Tântalo, foi um semideus grego, filho de Zeus com uma mortal, como tantos outros que existiram nas histórias e lendas contadas pela Grécia antiga. O que não contam é que o todo poderoso senhor do Olimpo, não questionava ou não se preocupava se as mulheres consentiam ou não as relações sexuais, ele, bem como outros deuses, simplesmente pegava a força as mulheres que queriam e as possuíam como forma de poder. 

A mãe de Tântalo, a princesa plota, era casada com o rei da Lídia Tmolo, que teve a sua esposa violentada por Zeus e o resultado dessa conjunção foi a “benção” chamada de Tântalo. Por ser uma criança enjeitada na corte, no entanto não poderia ser expulsa do seio familiar para que não provocasse a ira dos deuses sobre o reino da Lídia, o jovem tântalo percebeu que o seu lado divino e seu pai era o que lhe mantinha vivo em meio aqueles seres hostis, que buscavam conquistar reinos e destruir civilizações inteiras.

Observando que não seria aceito pelos mortais, que tanto o rejeitavam, Tântalo estudou sobre a sua ascendência e a maneira como poderia se comunicar com o seu pai, fazendo as oferendas e mostrando incrível habilidade em construir relação com os Deuses de forma tal que passou a ser convidado dos deuses na corte olimpiana, na qual o seu verdadeiro pai reinava, o povo do reino de seu pai mortal passou a aceitar e temer o rei que andava entre os dois mundos e era bem recebido entre os deuses.

Sabendo que para ser imortalizado e transformado em um deus, menor, seria necessário realizar um grande feito, ser aclamado por grande herói, como Hércules ou Dionísio e duvidando da sua capacidade, tântalo, conjecturou de que conseguisse reproduzir o alimento dos Deuses e fizesse oferenda de forma tal que os mesmos ficassem encantados, bem como ficaram com a bebida dionisíaca, ele seria imortalizado e até mesmo poderia se tornar um dos 12 principais olimpianos, com lugar no salão do trono e ocupando lugar de outro Deus como Dionísio fez a Hestia, o pretencioso, tântalo, separou uma porção da comida dos Deuses para trazer a terra e tentar replicar o alimento, no entanto os olimpianos descobriram a sua intenção e o expulsaram do seu convívio. 

Em Seu reino, a noticia de que o Rei fora expulso em desonra do convívio olimpiano, alastrou-se como fogo em pólvora, dando aos súditos que eram governados por medo e aos próprios filhos que queriam substitui-lo motivos de revolta e guerras explodiram por todo o reino, uma vez que em consonância com a expulsão vieram maldições lançadas nas terras do reino, do ladrão.

Com o intuito de aplacar a fúria dos Deuses e voltar a ser conhecido como grande sacerdote dos Deuses, Tântalo ofereceu um banquete aos Deuses, programou tudo para que conseguisse se redimir. 

No entanto, Tântalo não esperava que neste pequeno período  em que ficou longe da graça dos deuses, os seus filhos tivessem buscado auxilio dos deuses para que tomassem o lugar do pai como rei, sofrendo relembrando o período de sua infância e juventude quando era humilhado, tido como ser menor e vividamente desprezado, sentindo-se traído pelos deuses e por seus filhos, que segundo os seus generais haviam planejado a sua morte no dia do banquete, Tântalo tomado por fúria incontrolável, matou os seus filhos, condenados pelo crime de conspiração e traição e como eles tinham agido por suas costas com os deuses, o rei, resolveu oferecer os filhos aos deuses, como em uma historia que ele havia ouvido ainda criança, de um pastor que passou por aquela região. 

Então no dia do banquete, todos os deuses perguntavam desinteressadamente pelos filhos de tanatos e ele respondia-lhes que os filhos chegariam na hora do jantar, bem como prometido eles chegaram e tanatos jogou na cara dos deuses que sabia de todas as suas intenções e que não iria permitir que aquilo ocorresse, os deuses constrangidos e enojados com aquela situação e para não ter o brio, manchado perante os mortais disseram a tântalo que conceder-lhe-ia a imortalidade por terem tramado junto com os seus filhos para que ele morresse, no entanto, com uma segunda e terceira ofensa aos deuses ele seria amaldiçoado, bem como desejaria a morte, pôs ele não iria conseguir mais comer e nem beber, mesmo que imerso em um rio da mais pura e cristalina agua e mesmo que embaixo da arvore mais frutífera e frondosa.

Décadas se passaram e tântalo não morria, mas passava por todas as dores da fome, buscou Hades que já fora um olimpiano, o deus do mundo inferior disse-lhe que concederia abrigo em seu plano, no entanto Hades também era um olimpiano, ainda que cumprindo suas funções longe do olimpo e não poderia interferir, então tântalo conseguiu fazer a passagem ao mundo inferior, permanecendo na entrada dos campos elísios onde o rio styx passa poluído, que vai para o mundo inferior passa e embaixo de uma arvore seca, sem poder morrer e desfrutar da sua vida pós morte. 

Fica uma pergunta simples, tântalo é o maior criminoso dessa história? Ele fazia parte das comunidades que o usavam? Quanto a seu pai Zeus, não deveria ser responsabilizado pelos seus crimes?


segunda-feira, 28 de junho de 2021

 O benefício do uso de óleos essenciais.


O Tratamento medicinal, terapêutico, homeopático que consiste na aplicação de ervas, raízes, plantas medicinais e nos sub extratos produzidos através de manipulação humana e orações, é uma das formas mais antigas de tratamento, prevenção e cura de doenças. Esse conhecimento ancestral continuamente está no centro de polemicas cientificas, debates entre ciência e espiritualidade, tratamentos fitoterápicos que apresentam efeitos positivos e em períodos de surtos de doenças altamente contagiosa, como a atual crise sanitária do CovSars2 - covid19 -, esses assuntos costumam aparecer no centro das conversas onde: são questionados os meios de tratamentos homeopáticos e os seus efeitos; Outrossim: Onde são elogiados e apontados como cura de diversas doenças que aparecem e comorbidades pré-existentes nos indivíduos que são zonas de risco.  

Embora essa pratica seja comum na vida do brasileiro, com maior incidência na população que habita a área mais rural do país, entretanto a sociedade brasileira é constituída a partir de uma sociedade constituída na atividade rural e a maior parte da sua população vivia nessas áreas até a década de 60, passando a ter maior população na área urbana a partir da década de 70, segundo a investigação acadêmica do mestrando Leonardo Gobbi e publicada no G1; Vem sendo resgatada pelos praticantes da medicina naturalista, que propõe a cura outrossim a retomada do ser humano ao contato com a natureza. Historicamente utilizada com maior incidência nas culturas nativas e nas culturas diaspóricas, a pratica do tratamento homeopático no Brasil está associada a essas duas culturas ancestrais e seculares fazendo uso das plantas para banhos, produção de óleos, chás e alimentação.  

O envenenamento do ser humano por remédios halopaticos tem diminuído após o aumento dos estudos acadêmicos sobre as ervas, plantas e alimentos medicinais a partir do século XX, Segundo a pesquisadora, Fernandes, Tania Maria a pratica da aplicação de boticas, é utilizada no brasil, pelos jesuítas como atividade medicinal desde 1640. A colonização associada ao preconceito e os quase quatro séculos de escravidão, tornava inviável e invisível a pratica medicamentosa de quem era considerado, mercadoria sem alma, outras tantas vezes associado a pratica de feitiçaria.  


 Bibliografia: 

FERNANDES, Tania Maria. Botica, Industrias Farmacêuticas e grupos de pesquisa em plantas medicinais origens no brasil. Scielo Books, 2004. Disponível em: <http://books.scielo.org/id/bg6yw/pdf/fernandes-9788575413487-03.pdf>. Acesso em: 14 dez.2020. 

Gobbi, Leonardo Delfin. Urbanização Brasileira. Globo Educação. Disponível em: <http://educacao.globo.com/geografia/assunto/urbanizacao/urbanizacao-brasileira.html#:~:text=At%C3%A9%201950%20o%20Brasil%20era,o%20aumento%20do%20%C3%AAxodo%20rural.>. Acesso em: 14 dez.2020. 


domingo, 27 de junho de 2021

 O que é contemporâneo?


Seguindo a linha etimológica da palavra, contemporâneo expressa oque é atual, que vive na mesma época, no entanto o uso de contemporaneidade é um pouco mais complexo, levando em consideração que estamos sempre em uma sociedade contemporânea em relação ao presente, no entanto estamos em uma vivencia rustica em que a coexistência da qual a contemporaneidade se torna ultrapassada. Chegando a ser metafisico e complicando o entendimento.

No entanto, de modo mais simplista a contemporaneidade é a idade contemporânea, ou seja, o momento em que coexistimos no espaço tempo e que é marcada por constante evoluções, alguns retrocessos, que vai do meio social no qual estamos inseridos a economia e politica global. 

O uso da frase “CONTEMPORANEO”, está intrinsicamente associado, devido ao processo educacional e cultural da sociedade na qual estamos inseridos, comumente com ramos específicos da arte, seja nos palcos ora seja nas expressões urbanísticas e arquitetura, no entanto o termo vai muito além disso e o maior exemplo disso é que desde a revolução francesa há mais de 200 anos estamos vivendo uma era contemporânea sem previsão de termino. 

É notório os problemas da estrutura social na qual estamos inseridos, a crise sanitária ocorrida, em decorrência da pandemia do novo coronavírus, evidenciou essas mazelas deixou nitidificado a dimensão dos abismos sociais, expôs a fragilidade dos governos das suas politicas publicas em combate as doenças e preocupação com os seus cidadãos. As perdas em pleno período pandêmico já são incontáveis e irreparáveis, é possível que seja o marco do fim da contemporaneidade, ou não! Mas certamente será um grande divisor de águas e momento de reflexividade dos seres humanos, que buscam melhoria e evolução, em busca de caminhos e convivência em com os outros seres vivos que habitam este plano e concomitantemente com os seus semelhantes.


  O preço da vida Recentemente essa discussão volta a martelar a estrutura social, em uma pesquisa onde se busca entender o preço de uma ...